quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conselhos mostram trabalho com moradores de rua

A Comissão Especial para tratar dos problemas envolvendo moradores de rua de Porto Alegre, da Câmara Municipal, reuniu-se nesta terça-feira (6/4), com representantes dos Conselhos Municipais de Saúde, Justiça, Assistencia Social, do Fórum da População Adulta em Situação de Rua, Associação dos Moradores de Rua e da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) para conhecer as ações que estão feitas para a retirada dessas pessoas das ruas.
O vice-coordenador do Conselho Municipal da Saúde, Oscar Paniz, disse que o problema não pode ser ao cunho ideológico. Em 2004, afirmou, foi criando um Plano Municipal de Saúde com equipes para atender os moradores de rua que, segundo ele, fazem um excelente trabalho. Paniz lembrou que, com as drogas, o número de pessoas aumentou e não se tem a localização exata de quem são realmente eles. Para ele é fundamental que se realize uma pesquisa para saber porque a pessoa foi morar na rua.
Reinaldo Santos, do Fórum da População Adulta em Situação de Rua, também concorda que se deve conhecer o porque esta pessoa foi para a rua. Ele informou também que alguns destes moradores trabalham e geram renda, "mas a rua é a sua moradia". Santos afirmou que existe um consultório de rua na zona norte da Cidade, mas não é o suficiente, "precisam ser criados mais, principalmente no centro da Cidade". De acordo com ele, existe um vazio de atendimento em todo Município das 17 às 9 horas, "e as pessoas ficam reféns neste período".
João Elbio, coordenador do Conselho de Segurança, disse não estar observado uma melhoria neste problema. Para ele é importante que “exista uma ação de políticas públicas e não uma política pública de ações”.
De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Josiane Silva, o morador de rua "tem que ser assumido como uma pessoa nossa, da Cidade". Segundo ela, é preciso uma política intersetorial com a saúde, habitação e educação. "Muitas destas pessoas tem vontade de refazer suas vidas mas não sentem coragem", afirmou. "Só teremos condições de saber quem realmente é morador de rua e se quer sair dela, realizando uma mapeamento em todo Município".

A sugestão da coordenadora é de que se busque investimentos com o objetivo de formar um setor específico para trabalhar o problema com monitoramento permanente. "Não se pode exigir uma recuperação sem acompanhamento", disse.

Conforme o representante da Fasc, Carlos Fett, o usuário do crack é muito diferente do alcoolista. "O atendimento com crack gera uma complexidade bem diferente da usual e o atendente precisa ter outra forma de agir". Fett disse também que as Comunidades Terapêuticas enfrentam um grande problema com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para se estabelecerem, reduzindo ainda mais a capacidade de recuperação destas pessoas. Na opinião dele, a Anvisa poderia rever suas exigências.Já o vice-presidente do Conselho Municipal de Assistente Social e morador de rua João de Deus Pawlok disse que “o morador de rua é um indicativo da miséria da cidade, ele não é culpado” . Primeiro, afirmou, devemos ver como nasce um morador de rua, de quem é a culpa e onde vão colocá-lo. De acordo com Pawlok uma discussão das políticas é necessária, mas o importante neste momento é uma ação que não se vê há muito tempo.
O presidente da Comissão, vereador Nilo Santos (PTB), lembrou da existência de muitas ONGs "que trabalham com a melhor boa vontade, mas de maneira desorganizada, oferecendo alimentação muitas vezes em locais que já foram contemplados". Essas sobras, conforme o vereador, acabam virando moeda de troca por drogas. Para ele, seria interessante elaborar um projeto que discipline as atividades das ONGs com regras estabelecendo horário e local para a distribuição de alimentos.
Outro problema levantado por Nilo Santos foi a concessão do bolsa-família. "Muitas das pessoas beneficiadas as utilizam para sustentar seu vício", afirmou. Na sua opinião, deve existir um regramento para concessão do bolsa-família como, por exemplo, "um recadastramento sério e bem avaliado".Participaram também da reunião os vereadores Reginaldo Pujol (DEM), Tarciso Flecha Negra (PDT) e Airto Ferronato (PSB).

Matéria: Regina Tubino Pereira (reg. prof. 5607) Foto: Jonathan Heckler\CMPA

quinta-feira, 31 de março de 2011

- Aprovada comissão para tratar de moradores de ruas -

Aprovada comissão para tratar de moradores de ruas
Em 2011 o vereador Nilo Santos (Líder da Bancada do PTB) presidirá no Legislativo da Capital a Comissão Especial para tratar dos problemas envolvendo moradores de rua em Porto Alegre, o vereador foi o autor desta proposta. De acordo com Nilo, a proposta é de trazer para discussão a FASC, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Brigada Militar, Polícia Civil e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, juizado da infância e da juventude, igrejas e ONGS que atuam nessa área, com o objetivo de criar um dispositivo para solucionar o problema. “As pesquisas mostram que existe um número expressivo de moradores de rua fazendo uso do crack, necessitando urgente de uma ação”, argumentou. Conforme Nilo Santos, os moradores de rua estão desprotegidos e desassistidos e necessitam de uma proteção do governo. Ninguém que esteja morando debaixo de um viaduto ou esmolando em um cruzamento está protegido, por isso, necessitamos intervir nessa situação. O lugar dessas pessoas é nas suas comunidades e nas suas famílias. Respeitamos o direito de ir e vir, mas o governo tem o dever de proteger, não apenas os moradores de rua, mas também aquelas pessoas que sentem-se ameaçadas por eles em algumas circunstâncias. “Só vamos conseguir uma solução quando a Comissão aproximar os órgãos competentes para definirmos uma estratégia de ressocialização dessas pessoas, e para isso necessitamos do envolvimento de toda a sociedade.”, afirmou.
Regina Andrade (reg. prof. 8423)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Reunião da Comissão Especial trata de problemas envolvendo moradores de rua em Porto Alegre

domingo, 27 de março de 2011

Ouvidoria Móvel

Ouvidoria Móvel da Câmara Municipal no Brique da Redenção

















Foto: Lívia Stumpf

Semana de Porto Alegre da CMPA

Lançamento da Coletânea de Legislação Municipal Relativa aos Direitos da Criança e do Adolescente
















Foto: Lívia Stumpf

sábado, 26 de março de 2011

Cuthab - Conquista: vereadores visitam vila irregular

Taís fará 11 anos no dia 8 de abril. Na manhã deste sábado (26/3), dia do aniversário de Porto Alegre, ela recebeu a visita de vereadores da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab), da Câmara Municipal da Capital. A casa onde mora, com os pais João Alvarino Pinheiro e Terezinha Fátima Oliveira, mais a irmã Tália, em dias de chuva é inundada pela água e pelo esgoto que, na Vila da Conquista, bairro Passo das Pedra, corre livremente por valetas a céu aberto. Taís tem paralisia cerebral.
Na Vila da Conquista, área de assentamento da prefeitura, vivem cerca de 300 famílias. O local, contudo, é mais uma das vilas irregulares de Porto Alegre. Mesmo servido por água - que não chega à casa de todos os moradores -, em vários pontos os canos de fornecimento passam por dentro de valos onde também correm dejetos cloacais. Na parte elétrica, as ligações clandestinas, os "gatos", são absolutas. Toda essa situação foi verificada pelos vereadores Pedro Ruas (PSOL), Paulinho Rubem Berta (PPS), Nilo Santos (PTB) e Mário Manfro (PSDB).



Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154) Foto: Jonathan Heckler\CMPA

quarta-feira, 23 de março de 2011

Comissão Especial

Reunião trata dos graves problemas envolvendo moradores de rua em Porto Alegre.
Também ficou definida reunião para o dia 6 de abril, uma quarta-feira, com todos os conselhos envolvidos no assunto. Já uma terceira reunião, ainda sem data definida, será realizada com a Associação dos Moradores da Região Centro.
Na opinião do presidente da Comissão, vereador Nilo Santos, seria importante que o trabalho a ser realizado em Porto Alegre fosse similar ao desenvolvido em Uberlândia (MG) onde, conforme disse, as pessoas que têm condições de trabalhar e estão marginalizadas são levadas para a delegacia e fichadas. Esses moradores de rua, segundo afirmou Nilo, estão desrespeitando o direito de ir e vir dos cidadãos. “Mulheres são constrangidas nos semáforos pelos ditos moradores de ruas que usam deste artifício para se beneficiar”. "Hoje os moradores de rua que estão em plenas condições de trabalho, arrecadam em torno de R$ 3 mil reais/mês", completou.


Regina Tubino Pereira (reg. prof. 5607)Foto: Jonathan Heckler\CMPA

terça-feira, 15 de março de 2011

CUTHAB

Entrega do relatório de atividades da comissão em 2010.












Foto: Lívia Stumpf\CMPA

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vereador Nilo Santos defende igualdade entre os Vereadores suplentes.












Foto: Elson Sempé Pedroso\CMPA

terça-feira, 1 de março de 2011

Regularização da área no Jardim Ingá

Vereador Nilo Santos discute junto com a Comissão De Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab) a Regularização da área no Jardim Ingá, Bairro Passo das Pedras.









Foto: Mariana Fontoura / CMPA